A Agência Goiana de Regulação (AGR) integra a operação nacional Pule, Brinque e Cuide, realizada no Terminal Rodoviário de Goiânia em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O foco da mobilização foi a distribuição de material informativo e a orientação direta aos usuários sobre a prevenção de violações de direitos de crianças e adolescentes durante o feriado de Carnaval.

Equipes da AGR, da PRF e dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social de Goiânia (Creas) abordam passageiros para tratar de temas como abuso e exploração sexual, trabalho infantil, desaparecimento de menores e consumo de álcool e drogas.

A iniciativa busca engajar a população na identificação de situações de risco e no uso dos canais de denúncia, como o Disque 100.

Fiscalização e conscientização – Simultaneamente à campanha educativa, a Gerência de Transportes da AGR vistoria a frota intermunicipal para conferir itens obrigatórios, como extintores, cintos de segurança, pneus e a documentação dos veículos.

Durante os procedimentos, um ônibus que realizaria viagem intermunicipal foi apreendido. Os fiscais constataram que o veículo não possuía cadastro na agência, o que impede o controle sobre as condições de manutenção e segurança da frota.

A empresa responsável foi autuada, e o ônibus impedido de seguir viagem. A medida cumpre o protocolo da AGR para coibir o transporte irregular e se certificar que apenas veículos submetidos às inspeções regulares operem nas rodovias goianas.

O coordenador de Inteligência Fiscalizatória da Gerência de Transporte da AGR, Pedro Quermes, ressaltou o caráter abrangente da operação.

“Em véspera de carnaval, a AGR intensifica a fiscalização em todas as regiões do estado de Goiás. Esse ano, de maneira especial, com base no termo de cooperação que temos com a PRF, iniciamos uma campanha de conscientização no combate ao abuso e à exploração infantil”, afirmou.

Pule, Brinque e Cuide – A campanha Pule, Brinque e Cuide, promovida pelo governo federal, propõe um pacto social de vigilância. Ao alinhar o rigor na fiscalização viária com o enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes, a operação deixa um recado claro: a segurança no transporte não se resume às condições mecânicas do veículo, mas passa, obrigatoriamente, pela defesa da dignidade e da integridade física de cada passageiro, especialmente dos mais vulneráveis.