Fecomércio-GO recebe, nesta quarta-feira (25/02),  uma delegação oficial da província de Saskatchewan, no Canadá, em agenda voltada ao fortalecimento das relações comerciais, institucionais e de investimentos entre Goiás e o mercado internacional.

A comitiva será recepcionada pelo presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-GO, Marcelo Baiocchi Carneiro, pelo coordenador da Câmara de Comércio Exterior da Fecomércio-GO (Fecomex), Marcelo Gomes, além de representantes do Governo de Goiás. O encontro integra a agenda institucional de internacionalização do comércio goiano e busca ampliar conexões com mercados estratégicos, especialmente nas áreas de inovação, tecnologias voltadas para o agronegócio, turismo e investimentos imobiliários.

Durante a reunião, serão apresentadas as potencialidades econômicas de Goiás, com destaque para as tecnologias voltadas para o agronegócio, a expansão do turismo de negócios e lazer, a oferta de serviços e o crescimento do setor imobiliário, que tem atraído novos investimentos e consolidado o estado como um polo de desenvolvimento no Centro-Oeste brasileiro. A troca de experiências também deve abrir caminhos para parcerias em comércio exterior, inovação e atração de capital estrangeiro.

Para o presidente Marcelo Baiocchi, a visita representa um passo importante na consolidação de Goiás no cenário internacional. “Receber uma delegação de Saskatchewan demonstra o reconhecimento do potencial econômico do nosso estado. Goiás tem se destacado pela força do agronegócio, pela capacidade de inovação e pelo ambiente favorável aos negócios. Esse diálogo internacional amplia oportunidades de parcerias estratégicas, geração de emprego e desenvolvimento sustentável para o comércio, serviços e turismo goiano”, destacou.

O coordenador da Câmara de Comércio Exterior da Fecomércio-GO (Fecomex), Marcelo Gomes, ressalta que o encontro reforça a atuação da entidade na promoção da internacionalização das empresas goianas. “A aproximação com o Canadá, especialmente com uma província com vocação econômica similar a de Goiás, abre novas perspectivas para cooperação comercial, intercâmbio tecnológico e atração de investimentos. Nosso objetivo é conectar empresários goianos a novos mercados e fortalecer a competitividade do estado no comércio exterior”, afirmou.

A agenda institucional também prevê discussões sobre o fluxo turístico entre os países, oportunidades no setor de serviços e possibilidades de cooperação em inovação e logística, reforçando o papel de Goiás como um hub estratégico para negócios internacionais e como porta de entrada para investimentos estrangeiros na região Centro-Oeste.

Goiás reforça sua posição como um dos estados mais dinâmicos do país ao combinar logística eficiente, forte desempenho do agronegócio, expansão do setor de serviços e avanço de polos industriais estratégicos. Os indicadores mais recentes mostram crescimento econômico consistente e maior inserção nas cadeias globais de comércio. Na logística, o Porto Seco Centro-Oeste concentra cerca de 50% das importações goianas e figura entre os três maiores do Brasil em volume, evidenciando a relevância do estado como eixo de distribuição nacional. A internacionalização do aeroporto de Goiânia amplia a logística integrada para exportações, beneficiada pela posição central e pelo acesso ágil ao Mercosul e às Américas. Somado à Rota Bioceânica, o complexo logístico goiano se consolida como centro de integração nacional e global, com custos operacionais inferiores aos grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro.

O agronegócio segue como principal motor das exportações, respondendo por 83% da pauta exportadora e consolidando Goiás como um dos maiores produtores de grãos do país. No primeiro semestre de 2025, o estado registrou cerca de US$ 9 bilhões em exportações, além de alcançar superávit de US$ 6,96 bilhões na balança comercial entre janeiro e novembro do mesmo ano.

O Produto Interno Bruto (PIB) estadual alcançou aproximadamente US$ 61,2 bilhões, com crescimento de 7% em 2025 na comparação com 2024, refletindo a diversificação econômica e o fortalecimento de setores estratégicos. O estado também se destaca como o segundo maior polo farmacêutico do país e como importante polo de moda nacional, impulsionando a geração de empregos e a inovação industrial, com a abertura de cerca de 40 mil novas empresas.

O setor de serviços mantém liderança na economia goiana, representando 72% do PIB e registrando crescimento de 5,2% em 2025, consolidando Goiás como hub relevante para tecnologia da informação, logística e serviços empresariais.

No segmento imobiliário, Goiânia apresenta valorização do metro quadrado entre 8,6% e 11,5%, enquanto os galpões logísticos mantêm taxa de ocupação de 95% na região do Porto Seco, impulsionados pelo comércio exterior. O retorno estimado para fundos imobiliários varia entre 9% e 11% ao ano, reforçando a atratividade para investidores.

O turismo também acompanha a expansão econômica. O estado recebe cerca de 3,2 milhões de turistas por ano, com destaque para o ecoturismo e o turismo de negócios, que vem sendo favorecido pelo ambiente empresarial e pela infraestrutura logística. Entre janeiro e outubro de 2025, a receita do turismo de negócios chegou a aproximadamente US$ 5,5 bilhões. A projeção é de 3,5 milhões de visitantes em 2026, após movimentação de R$ 906 milhões em gastos turísticos em 2024.

Com polos consolidados nas áreas farmacêutica, de moda e de serviços, além de infraestrutura logística robusta e forte desempenho na balança comercial, Goiás se posiciona como uma das economias mais competitivas do Brasil, ampliando sua capacidade de atrair investimentos, fomentar o turismo de negócios e fortalecer sua presença no comércio internacional.

Comércio Brasil-Canadá – O comércio entre o Brasil e o Canadá registrou crescimento expressivo em 2025, alcançando corrente de comércio de US$ 10,4 bilhões, alta de 14,2% em relação a 2024, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

As exportações brasileiras para o mercado canadense somaram US$ 7,3 bilhões em 2025, avanço de 14,8% na comparação anual, representando 2,08% das exportações totais do Brasil. Com isso, o Canadá consolidou-se como o 8º principal destino das vendas externas brasileiras. Já as importações provenientes do país norte-americano totalizaram US$ 3,1 bilhões, crescimento de 12,8%, correspondendo a 1,12% das importações nacionais, posicionando o Canadá como o 20º fornecedor do Brasil. O resultado da balança comercial foi amplamente favorável ao Brasil, com superávit de US$ 4,1 bilhões no período, evidenciando a força da pauta exportadora brasileira no relacionamento bilateral.

Entre os principais produtos exportados pelo Brasil ao Canadá em 2025, o destaque foi o ouro não monetário, responsável por mais de 50% da pauta. Também se sobressaíram alumina (óxido de alumínio), aeronaves e partes, carne bovina, produtos semiacabados de ferro ou aço, óleos combustíveis, açúcar e melaços, além de café (torrado e não torrado) e cacau e derivados. O perfil das exportações revela forte presença de commodities minerais e metálicas, combinadas a proteína animal e produtos do complexo cafeeiro.