O Projeto Maria da Penha nas Escolas vai percorrer 12 cidades goianas ao longo do mês de março, promovendo uma caravana de educação e conscientização sobre as diferentes formas de violência contra a mulher. Em 2026, a iniciativa é realizada com apoio do Governo de Goiás, por meio do Programa Goyazes, gerenciado pela da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás). O lançamento oficial desta etapa será nesta segunda-feira (02/03), às 9h, na Federação Goiana de Municípios (FGM), em Goiânia.

Na sequência, municípios do interior e da Região Metropolitana receberão palestras e debates sobre o tema. Idealizado pela pesquisadora e gestora de projetos Manoela Barbosa e lançado em 2016, o projeto utiliza literatura infantil em quadrinhos para conscientizar crianças e já distribuiu mais de 45 mil exemplares em 65 cidades de cinco estados brasileiros.

O livro em quadrinhos é voltado para crianças a partir de 10 anos e conta a história da farmacêutica cearense que deu nome à Lei Maria da Penha, tornando-se símbolo da luta contra a violência. Além da versão colorida destinada a estudantes e profissionais da Educação, o projeto conta com uma edição em tamanho ampliado e em braille, voltada a pessoas com deficiência visual.

Nesta etapa, serão distribuídos 20.250 exemplares, com a expectativa de que o alcance seja ampliado para até quatro vezes esse número, considerando a circulação do material em lares e famílias.
Ao longo de março, a caravana passará pelas cidades de Bela Vista de Goiás, Goiás, Iporá, Matrinchã, Porangatu, Cocalzinho, Goianésia, Aparecida de Goiânia, Orizona, Silvânia, São Miguel do Passa Quatro e Senador Canedo. Além das atividades em escolas, também serão realizadas palestras voltadas a mulheres da agricultura familiar.

Idealizadora da Skambau Produções, responsável pela execução do projeto, Manoela Barbosa destaca a importância de ampliar o debate para diferentes públicos. “Levar essa discussão para as escolas é possibilitar que crianças e jovens aprendam, desde cedo, a identificar situações de violência e, quem sabe, construir um futuro diferente. Estamos ensinando às meninas os sinais de alerta e as formas de buscar ajuda, ao mesmo tempo em que buscamos informar e educar os meninos para que não reproduzam comportamentos violentos”, afirma.