O Museu Goiano Zoroastro Artiaga (Muza), um dos principais marcos arquitetônicos em estilo Art Déco da Praça Cívica, em Goiânia, será reinaugurado nesta quarta-feira (11/03), às 9h30, após passar por um amplo processo de restauração iniciada em novembro de 2024. O restauro devolve ao espaço suas características originais, garante melhorias estruturais, de acessibilidade e segurança, e marca uma nova etapa na história do primeiro museu da capital.
Com investimento de R$ 6,6 milhões do Tesouro Estadual, as obras priorizaram a preservação do conjunto arquitetônico tombado, incluindo a restauração da cobertura, alvenarias, pisos históricos, adornos e elementos decorativos, além de modernização dos sistemas elétrico e luminotécnico, reforço estrutural, drenagem, museografia, adequações de acessibilidade e atendimento às normas de prevenção e combate a incêndios.
Manarairema– A entrega do prédio à população será marcada pela abertura da exposição “Manarairema – Arte Contemporânea em Goiás”, que reúne obras de artistas que representam diferentes linguagens e contextos da produção contemporânea no estado. A mostra é uma realização da Secult com apoio da Cerrado Galeria, e integra a programação de reabertura do museu, propondo um olhar crítico e sensível sobre o território goiano, suas memórias, tensões e possibilidades de reinvenção.
Com coordenação de Melissa Alves e curadoria conjunta de Débora Duarte, Benedito Ferreira e Divino Sobral, a exposição parte de uma referência literária ao romance A Hora dos Ruminantes, publicado em 1966 pelo escritor goiano José J. Veiga. A partir do nome da cidade fictícia criada pelo autor, “Manarairema”, a mostra constrói uma outra paisagem simbólica, deslocando a narrativa literária para o campo das artes visuais e criando um espaço de experimentação que articula passado e presente.
“Manarairema” é orientada por princípios curatoriais que dialogam com debates contemporâneos do campo da arte, como a paridade de gênero, a valorização da diversidade racial e a descentralização do sistema artístico em Goiás, com atenção à produção realizada fora da capital. O conjunto de obras reflete essas diretrizes ao reunir artistas negros e brancos, mulheres e homens, cujas trajetórias contribuem para ampliar a leitura sobre a arte produzida no estado.
Participam da exposição os artistas Abraão Veloso, André Felipe Cardoso, Cassia Nunes, Emilliano Freitas, Estêvão Parreiras, Evelyn Cruvinel, Fernanda Adamski, Gabriela Chaves, Genor Sales, Hariel Ravignet, Joardo Filho, Lina Cruvinel, Lucélia Maciel, Manuela Costa Silva, Mestre Guaraná, Rafael de Almeida, Raquel Rocha, Rebeca Miguel, Rei Souza, Talles Lopes, Thays Thyr, Valdson Ramos, Verônica Santana, Walter Pimentel, William Maia e Xica, cujas obras constroem um panorama plural da arte contemporânea goiana.
A exposição permanece em cartaz até o dia 17 de maio, com visitação de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A entrada é gratuita.
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