Durante o Agosto Dourado, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) destaca a importância do aleitamento materno como uma das principais estratégias para a saúde e desenvolvimento infantil. Em 2026, a campanha tem como tema “Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona”, ressaltando a necessidade de fortalecer as redes de apoio que tornam a amamentação possível e segura.

O Agosto Dourado tem início com a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), celebrada anualmente na primeira semana de agosto. As ações incluem atividades de mobilização, educação em saúde e atualização técnica voltadas aos profissionais da saúde e à população. A recomendação do Ministério da Saúde é que a amamentação seja exclusiva até os seis meses de idade, sem oferta de água, chás ou outros alimentos. Após esse período, outros alimentos saudáveis devem ser introduzidos, mantendo-se o leite materno até os dois anos de idade ou mais.

Alimento padrão ouro – Reconhecido como o alimento mais completo para os primeiros meses de vida, o leite materno fornece todos os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento do bebê, além de fortalecer o sistema imunológico, reduzir o risco de infecções, alergias e doenças crônicas, favorecendo o desenvolvimento físico e cognitivo da criança. O leite materno é um alimento vivo, que se adapta às necessidades do bebê a cada fase do desenvolvimento.

Além de nutrir, promove hidratação, proteção imunológica e fortalecimento do vínculo entre quem amamenta e a criança. Por dispensar embalagens, transporte e processos industriais, também é considerado um alimento ambientalmente sustentável. Além dos benefícios para o bebê, a amamentação contribui para a recuperação pós-parto, reduz o risco de câncer de mama e de ovário, auxilia na criação do vínculo afetivo e representa uma importante estratégia de promoção da saúde da mulher.

Para a coordenadora de Saúde Materno Infantil da SES, Maíra Wolney Costa Mathews, amamentar é de extrema importância. “O tema deste Agosto Dourado reforça que precisamos fortalecer tudo aquilo que já funciona para garantir que cada pessoa que amamenta tenha apoio desde a gestação até os primeiros anos de vida da criança. Esse suporte deve envolver a família, os profissionais de saúde, os gestores e toda a comunidade, porque a amamentação é uma responsabilidade compartilhada”, destaca.

Rede de apoio – O sucesso da amamentação depende de uma rede de apoio formada por familiares, profissionais de saúde, gestores públicos e pela sociedade. Bancos de Leite Humano, Hospitais Amigos da Criança, unidades que desenvolvem a Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil (EAAB), grupos de apoio à amamentação, creches amigas da amamentação e salas de apoio à amamentação nos ambientes de trabalho são exemplos de iniciativas que contribuem para que mais crianças tenham acesso ao leite materno.