Atração de investimentos, modernização da máquina pública, qualificação profissional e avanços em infraestrutura e na área ambiental foram alguns dos temas discutidos pelo governador e candidato à reeleição pela coligação Pra Goiás Seguir em Frente, Daniel Vilela (MDB), durante sabatina promovida pelo Fórum das Entidades Empresariais de Goiás (FEE-GO).

Além de conhecer as propostas dos candidatos voltadas ao setor produtivo goiano, os representantes das entidades entregaram a cada postulante ao cargo a “Agenda Fórum Empresarial 2030”, um pacto técnico e estratégico para sustentar o crescimento socioeconômico de Goiás, que reúne reivindicações do setor. “É um momento democrático, de poder aproximar o candidato dos empresários, líderes classistas e membros de todas as entidades empresariais. Uma maneira de exercermos a democracia, discutindo com a sociedade e ouvindo as melhores propostas para o governo de Goiás”, observou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Luiz Baptista Lins Rocha.

Temas como infraestrutura, com ênfase em energia; meio ambiente; atração de investimentos; tributação; e área social, especialmente segurança pública, estiveram no centro da discussão. A matriz energética goiana e as tratativas envolvendo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Equatorial e o setor produtivo também foram abordadas, assim como possíveis mudanças na Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e projetos voltados à área ambiental.

Investimentos – Sobre a atração de investimentos diante do fim gradual do ProGoiás, Daniel afirmou que o Estado ainda não dispõe de um instrumento específico capaz de diferenciá-lo das demais unidades da Federação no novo modelo estabelecido pela reforma tributária. Por isso, o governo pretende ampliar os investimentos em infraestrutura, qualificação profissional e melhoria do ambiente de negócios.

“Estamos investindo em obras estruturantes. No passado muito recente, as obras começavam, mas eram abandonadas; algumas ficaram 30 anos paradas. No nosso governo, só inicia quando a gente já tem o recurso em caixa, quando já está pronto para fazer essa execução”, declarou. Vilela destacou ainda a retomada de obras rodoviárias abandonadas há décadas, como as GOs-050 e 306, além da ligação entre Portelândia e Ponte Branca.

Em relação à transição para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), Vilela disse que pretende se articular com a bancada federal e o Governo Federal para evitar prejuízos a Goiás. “Uma reforma tributária não pode ter como princípio penalizar quem está produzindo, quem está dando certo”, declarou. Daniel afirmou ainda que manterá a Secretaria da Economia “de portas abertas” para dialogar com o setor produtivo e construir um modelo que preserve o crescimento do Estado.