A Orquestra Filarmônica de Goiás retorna ao palco, após um breve recesso, trazendo os encantos e sons da natureza como tema para as apresentações de 2026. O concerto de abertura ocorrerá nesta sexta-feira (27/2), às 20h, no Teatro Escola Basileu França, no setor Leste Universitário, em Goiânia. Para a noite, foram escolhidos grandes nomes da música de orquestra, os europeus Dvořák e Nielsen. A orquestra também executará obra de um dos músicos do grupo, o violinista e compositor Freddy Portilho.

A entrada é gratuita e não há necessidade de retirar ingressos antecipadamente. Com o tema “Natureza e Sons”, a temporada de concertos deste ano vai explorar a vitalidade da natureza e como ela inspirou composições de diversas gerações e escolas musicais ao redor do globo. As apresentações prometem levar o público a se conectar ainda mais com a humanidade e com o meio ambiente, essencial para a manutenção da vida, como descreve a regente titular da Filarmônica, Neil Thomson.

“A natureza e o meio ambiente são fundamentais para as nossas vidas e inspiraram compositores ao longo dos séculos a produzir algumas das suas maiores obras musicais. Nesta temporada, o público entrará em contato com uma visão panorâmica da natureza na música em toda a sua riqueza. Todos vão se surpreender e se encantar, a cada concerto”, convida Neil.

Programa de abertura – O concerto será aberto por “No reino da natureza”, composição escrita por Antonín Dvořák, em 1891, em que a natureza é o motivo de sua criação. Dvořák, inspirado pelas paisagens campestres e os cantos montanheses, tece uma homenagem, carregada de lirismo, à sua terra natal, Morávia. Na sequência, o público terá a oportunidade de presenciar a estreia da composição “O Cântico da Natureza”, do violinista da Filarmônica, Freddy Portilho, que fala da beleza e da imponência da poesia de Cora Coralina, das modinhas goianas e do cerrado.

O último ato musical faz uma reflexão sobre o espírito da vida e suas diversas manifestações, marcadas por movimentos, segundo o compositor da obra, o dinamarquês, Carl Nielsen. “A Inextinguível” traz à tona o drama vivido durante a I Guerra Mundial, que são representadas pelo embate musical de dois conjuntos de tímpanos, ao longo de 34 minutos de execução ininterrupta.

Orquestra Filarmônica de Goiás – Reconhecida internacionalmente como um dos melhores grupos orquestrais da América Latina, a Orquestra Filarmônica de Goiás recebeu elogios da revista inglesa Gramophone, uma das mais prestigiadas publicações de música clássica do mundo. O grupo está vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação por meio da Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França, gerida pelo Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT) da Universidade Federal de Goiás (UFG).