O Centro Cultural Martim Cererê recebe, neste sábado (11/4), a primeira edição de 2026 da feira de discos Vinillândia, que ocorre a partir das 14h, com entrada gratuita. A programação inclui discotecagem 100% em vinil com os DJs O. Pacheco, Glauco Brandão, Rodzilla, Yasmin Lauck e Bacural, além de bares, praça de alimentação com food trucks e barracas de artigos pop e místicos.

A feira reúne algumas das principais lojas especializadas da capital, como Monstro Discos, Lado A Discos, Bacural Discos, Bambas Discos, Discos e Afins, Raw Records e Oliveira’s Livraria, além de outros expositores.

Mais do que um espaço de compra e venda, a Vinillândia se firma como um ponto de encontro entre gerações de colecionadores e apaixonados por música. O evento acompanha ainda a nova onda global de alta nas vendas de discos de vinil, que, em 2025, ultrapassaram a marca de US$ 1 bilhão pela primeira vez desde 1983, consolidando a retomada de um formato que já foi considerado ultrapassado.

Segundo dados da indústria, só em 2025, foram mais de 48 milhões de discos vendidos, superando os CDs e marcando o 19º ano consecutivo de crescimento do formato. A alta é proporcionada principalmente pelos jovens, com pesquisas indicando que até 76% dos fãs de vinil da Geração Z compram discos regularmente, atraídos pela experiência física, pelo valor afetivo e pelo caráter colecionável.

Em um mundo dominado pelo streaming, o vinil virou símbolo de pausa, de conexão e até de identidade. Muitos consumidores sequer têm toca-discos, mas compram pela arte, pelo objeto e pela relação com o artista. Nesse contexto, a Vinillândia reforça que o vinil não é apenas uma tendência passageira, mas sim uma cultura viva, que segue se reinventando e conquistando novos públicos.