Goiânia receberá, entre os dias 5 e 14 de junho, a primeira edição do Festival Agun de Dança Negra, iniciativa do Orum Aiyê Quilombo Cultural que propõe uma imersão artística voltada às produções negras contemporâneas. Com programação gratuita realizada na sede do coletivo, Orum Aiyê Quilombo Cultural – Rua 10, Qd. L, Lt. 10, Residencial Nossa Morada, o evento contará com espetáculos de dança, exposições, oficinas, batalhas de breaking e rima, apresentações musicais e ações ligadas às culturas afro-brasileiras, urbanas e periféricas.
A proposta carrega o conceito da palavra “Agun”, de origem linguística africana Fon, do Benin, que significa “comunidade”, e orienta uma programação voltada ao encontro e ao diálogo com as heranças afro-brasileiras e urbanas, em suas múltiplas expressões presentes na periferia goiana e brasileira, integrando artistas locais e processos de formação e experimentação artística.
“O festival deseja criar um território de encontro, troca e permanência para artistas negros, colocando esses corpos no centro da criação contemporânea”, destaca Marcelo Marques, produtor do evento e integrante do Orum Aiyê Quilombo Cultural.
Circulação – A programação reúne trabalhos que circulam por importantes festivais e circuitos culturais do país. Entre as atrações estão os espetáculos Chão Duro, com Alex Pitt e Pedrinho Castella (RJ); Dembwa, de Marcos Ferreira e Ruan Wills (BA); Abayomi, da Cia Odu (MA); e Debandada, da Cia DeBonde (RJ).
Outro destaque é o espetáculo Adobe, da artista goiana Luciana Caetano, que integrou a circulação nacional do Palco Giratório Sesc em 2024. O festival também recebe o artista beninense Codjo Perrez Kpade, que apresenta a performance Dadié, unindo circo e dança em diálogo com referências da cultura africana.
O evento também amplia sua atuação para as artes visuais, com mostra de videodança e fotografia que reúne artistas de Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Pará. A curadoria é assinada por Raquel Rocha e propõe reflexões sobre corpo, território, memória e identidade negra por meio de diferentes linguagens visuais.
Participam da mostra: Sangoma, do Coletivo Heranças do Corpo; Candonga, de Maxmiler Junio; Escuta, do coletivo Ìwà Sùúrù; além de trabalhos fotográficos de Ed Gonçalves e Mayara Varalho.
A programação também integra manifestações ligadas às culturas urbanas e periféricas, com oficinas gratuitas de jongo, afrobeat e breaking, além de batalhas de dança e rima. O festival recebe ainda a Agun Kiki Ball, celebrando a cultura ballroom e o protagonismo da comunidade LGBTQIAPN+.
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