O Bom Samaritano é uma das mais famosas parábolas de Jesus Cristo e conta basicamente a história de um viajante que ia de Jerusalém para Jericó, e que após ser roubado e agredido por ladrões, é socorrido por quem talvez menos se esperasse: um samaritano, povo contra quem os judeus tinham uma profunda rixa.
A parábola ensina sobre caridade e compaixão ao próximo. E são esses sentimentos que movem os cerca de 20 voluntários do projeto Bom Samaritano, que é mantido há 12 anos por membros da Assembleia de Deus Catedral da Família, em Goiânia. Fornecendo gratuitamente sopa, roupas, cobertores e também fazendo um trabalho de evangelização, o público-alvo do projeto são familiares e acompanhantes de pacientes que estejam no Hospital Araújo Jorge, no Cais de Campinas e às vezes do Hospital Materno Infantil. O projeto também atende a moradores em situação de rua na Região da 44, no Cepal do Setor Sul ou a qualquer pessoa carente que esteja passando pela rua.
O trabalho social é realizado todas as terças, a partir das 19h, segundo explica o pastor Cilas Vieira, que desde 2018, assumiu a coordenação do projeto Bom Samaritano. “Temos aproximadamente 20 pessoas que fazem parte deste trabalho, que só faz uma pequena pausa no final do ano. Nós temos duas equipes: a que prepara a sopa e a que distribui. E além do alimento físico, buscamos também dar a essas pessoas o alimento espiritual, com nosso trabalho de pregação”, esclarece Pastor Cilas.
Ele conta que o projeto social surgiu da iniciativa de outros líderes da igreja que o antecederam na coordenação. “Os primeiros que começaram este trabalho foram a pastora Lúcia, o pastor Ruy, o pastor José e demais membros da Catedral da Família. E ele surgiu por entendermos que devemos vivenciar o Evangelho de Cristo, demonstrando o amor de Deus, através de frutos que expressam o amor, a misericórdia, a bondade, a compaixão, o perdão e, acima a salvação, oferecida por Cristo na Cruz do Calvário”, explica o pastor.
O pastor destaca que, com exceção do período de lockdown durante o começo da pandemia da Covid-19, o projeto tem sido realizado ininterruptamente. “Mesmo naquela época da pandemia, continuamos atendendo dentro das possibilidades”, lembra.
Como é feito de forma totalmente voluntária e custeado inteiramente por doações, o Projeto sempre está aberto a receber ajuda e mais doações. “Estamos de portas abertas pra quem desejar fazer parte deste projeto, seja no preparo da sopa, ou na distribuição, ou então com a doação de roupas, de sapatos, de cobertores e também utensílios descartáveis para servir a sopa”, afirma.
Quem quiser saber mais informações sobre o projeto pode acessar o perfil no Instagram alimentandovidascatedral. As doações podem ser feitas via pix no CNPJ 06158169000150 (Banco do Brasil – Igreja Assembleia de Deus Cate).
Gratidão que revigora – Convertido há pouco mais de dois anos à denominação evangélica Assembleia de Deus, o biólogo e paisagista Flávio Cardoso Poli é um dos cerca de 20 voluntários que participaram do projeto Bom Samaritano.
Flávio conta que a vontade de ajudar veio ao conhecer, segundo ele, a Palavra de Deus. “Eu não era crente, mas a gente ao se converter ouve muito na Palavra sobre o ato de servir e servir ao próximo e a quem precisa é servir a Deus”, destaca o voluntário, que além de organizar a sopa e dirigir a Kombi usada no projeto, também serve o alimento e faz os vídeos dos atendimentos prestados para as redes sociais.
O voluntário diz que os sorrisos e olhares de gratidão que recebe das pessoas atendidas pelo projeto funcionam como um revigorante. “Eu, como muita gente, trabalho muito e chego em casa cansado e até um pouco desanimado, mas eu sempre busco participar. Quando você as vezes recebe uma mãe de baixa renda, com os filhos, e ela agradece dizendo que aquela era a primeira refeição deles, isso me fortalece, revigora e me incentiva a ajudar mais”, afirma.
A também bióloga e esposa de Flávio, Jaine Silvério dos Reis, é voluntária no projeto há mais tempo e diz que começou a participar após o convite de uma amiga da igreja há quanto anos e desde então não parou mais. “Eu participo do preparo da sopa e também da distribuição e vejo que uma ajuda que faz muita diferença para muita gente que não tem condições. Em especial familiares de pacientes e pessoas que estão em tratamento no Hospital Araújo Jorge, que é um dos nossos pontos de parada”, conta.
Jaine lembra que é grande o número de pessoas que às vezes ficam um dia inteiro sem poder fazer nem um lanche por não ter condições. “A gente atende muitas pessoas vindas do interior, sejam familiares de pacientes que estão fazendo quimioterapia ou mesmo pessoas que aguardam o dia inteiro para consulta e só conseguem voltar para sua cidade tarde da noite”, relembra a voluntária.
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