O Grupo de Mulheres Negras Dandara no Cerrado ganham nova sede no Residencial Santa Fé. Em atividade desde 1991, a ONG trabalha em defesa da igualdade racial com foco na mulher, buscando a independência financeira e sustentabilidade como forma de enfrentar a violência e o racismo. A entidade também atua na construção de políticas públicas que visem melhoria da qualidade de vida das mulheres negras e de seus familiares.
No evento, o prefeito Rogério Cruz comentou o trabalho desenvolvido pela instituição e lembrou o período em que viveu na África como missionário. “Na África, nós observamos a importância dos trabalhos sociais para mudar para melhor a realidade dos que mais precisam. Por isso, nesta gestão, ampliamos e criamos novos programas solidários”, pontuou.
O projeto da sede foi realizado pelo Instituto de Arquitetura Conforto, ligado à Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO). O sócio e fundador do instituto, Leônidas Albano, afirmou que abraçou o projeto porque a instituição busca apoiar ações de sustentabilidade. “É um programa que não beneficia apenas a nossa geração, mas que vai perdurar para as próximas. É um projeto que permanece. São pessoas que não entregam apenas o suor, mas o coração, a alma, se doam por completo”, afirmou.
A advogada Deuzilia Pereira da Cruz, de 45 anos, é coordenadora geral da ONG, e uma das beneficiárias do projeto. Ela é quilombola, natural de Cavalcante, e recebeu abrigo na antiga da sede da entidade quando se mudou para Goiânia. “Fui morar dentro da sede da Dandara para fazer faculdade. Essa é a importância da Dandara na vida de uma pessoa simples e pobre que veio do interior para a capital. Me acolheram para me dar essa base e fazer o curso superior”, disse.
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