Da transição da arte marginal para um concorrido espaço no mercado criativo. A cultura hip-hop cresce e se consolida como um importante setor cultural no país. No ano que se comemora 40 anos do movimento no Brasil, unindo os elementos do breake (a dança), DJ (a música), MC (rima e poesia) e o grafite (a arte visual), o hip-hop busca espaço no mercado e nas políticas públicas.

Durante o 3º Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR), evento que ocorre até este domingo em Belém, no Pará, o hip-hop conquistou um espaço relevante, sendo incluído como setor criativo específico, junto com outros 15 segmentos, como teatro, dança, música, audiovisual e o circo, por exemplo.

O Ministério da Cultura lançou, em outubro, um edital específico para premiar 325 iniciativas da cultura hip-hop. O Prêmio Cultura Viva – Construção Nacional do Hip-Hop vai apoiar pessoas físicas, grupos ou coletivos e instituições sem fins lucrativos em um total de 6 milhões de reais. As inscrições são até 11 de dezembro.

A iniciativa é uma parceria do Minc com o Ministério da Igualdade Racial (MIR) e a Fundação Nacional de Artes (Funarte). Poderão participar pessoas físicas, grupos/coletivos/crews e instituições privadas sem fins lucrativos, de natureza ou finalidade cultural. O investimento total de R$ 6 milhões será distribuído entre 325 ações culturais, divididas em três categorias.

A primeira, dirigida para pessoas físicas, premiará 200 iniciativas, com valor individual bruto de R$15 mil. Já grupos, coletivos e crews serão contemplados por 75 prêmios, com investimento de R$20 mil para cada.

Por fim, instituições privadas sem fins lucrativos de natureza ou finalidade cultural do Hip-Hop receberão 50 prêmios, no valor individual bruto de R$ 30 mil.