Olhar atento, criterioso, clínico e muitas vezes cirúrgico! Quem nunca se pegou sendo observado pela lupa da sogra? Foi justamente essa relação muito própria, de nora e sogra, que se deu origem a um dos docinhos mais conhecidos das festas de aniversário brasileiras: o olho de sogra.
O doce, que nada mais é do que uma ameixa seca cortada ao meio recheada com um beijinho, não tem uma história bem definida, mas é envolvido em diversas lendas, segundo a doutora em história da gastronomia da Universidade Positivo, Solange Demeterco.
Em sua pesquisa, Solange explica que a origem mais provável aconteceu há mais de um século, no hábito que as mães e avós dos maridos tinham de passar seus conhecimentos culinários à nora. Nem sempre fiéis à realidade. Foi daí que uma nora fez uma brincadeira colocando uma ameixa cortada ao meio como se fosse o olho da sogra observando o preparo do doce. Há ainda, segundo Solange, a possibilidade de que seria um “olho de cobra”, em relação à dificuldade de ter um bom relacionamento.
Diz a lenda e o folclore popular que o doce ganhou esse nome como uma sátira àquele olhar de raio-X, fixo e imperturbável, que a mãe da noiva (ou do noivo) lançava do outro lado da sala de estar para monitorar os amassos no sofá. É um doce que não pisca. Ele te encara de volta na bandeja.
O Dia da Sogra – É daquelas datas que já nascem com trilha sonora de suspense, mas que, no fundo, sempre terminam em uma farta mesa de domingo. Para celebrar essa figura mitológica — que transita poeticamente entre uma segunda mãe afetuosa e a fiscal da alfândega do seu casamento —, nada mais justo do que homenagear o docinho que carrega não apenas o seu título, mas a sua mais pura essência: o indefectível, o nostálgico e o agridoce olho de sogra.
Se a sua sogra tem aquele olhar de raio-X, mas um coração de ouro, a Marajoara Laticínios te recomenda este modo de preparo dessa iguaria. Confira!
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