Goiás começou 2026 consolidando indicadores positivos no mercado de trabalho, com destaque para o rendimento do trabalhador goiano, que atingiu o maior valor da série histórica iniciada em 2012. Dados da PNAD Contínua Trimestral, analisados pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB), mostram que o rendimento médio real habitual chegou a R$ 3.878 no primeiro trimestre de 2026.
Os dados também constam na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos de idade ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.
De acordo com a pesquisa do IMB, o crescimento foi de 15,5% em comparação com os três primeiros meses do ano passado, representando aumento absoluto de R$ 431, o segundo maior avanço entre os estados brasileiros, além de superar a média nacional, estimada em R$ 3.722. O levantamento também aponta redução de 3,2% no número de trabalhadores em situação de informalidade, queda de 0,2 ponto percentual na taxa de desocupação e crescimento na renda das famílias goianas.
Outro destaque ficou por conta do rendimento real, que representa a soma dos rendimentos dos trabalhadores, e que também alcançou recorde histórico em Goiás, chegando a R$ 14,8 bilhões. O resultado representa alta de 3,4% frente ao trimestre anterior, acima do crescimento nacional de 0,6%.
A taxa de desalento também é destaque no levantamento. O indicador, que mede o percentual de pessoas que desistiram de procurar emprego, ficou em 0,7%, uma das menores do Brasil. Goiás aparece com o segundo menor índice do país nesse indicador. A taxa de desocupação também apresentou melhora. O índice ficou em 5,1% no primeiro trimestre do ano, resultado 0,2 ponto percentual inferior ao registrado no mesmo período de 2025. Goiás ocupa atualmente a nona colocação entre os estados com menor desemprego do país. No cenário nacional, a taxa foi de 6,1%.
Setores – Entre os setores que puxaram a expansão da ocupação no primeiro trimestre do ano, em comparação ao último trimestre de 2025, estão o comércio, que registrou crescimento de 7%, alcançando 846 mil trabalhadores ocupados; e a construção civil, que avançou 0,3%, chegando a 306 mil trabalhadores. Goiás apresentou desempenho superior ao observado nacionalmente, onde os setores do comércio e construção registraram retração de -1,5% e -1,8%, respectivamente.
Leave A Comment