Em reunião, a diretoria da Associação Empresarial da Região da Rua 44 (AER44) decidiu emitir nota para externar publicação com a publicação da Medida Provisória nº 1.357/2026, que zera o Imposto de Importação sobre compras internacionais no valor de até US$ 50.
Segundo ela, a revogação de ofício da popularmente conhecida “taxa das blusinhas “ reacende o debate sobre a falta de isonomia competitiva entre produtos nacionais, em especial a nossa indústria da moda, que produz seus itens e gera emprego em território nacional, mesmo sob o peso de uma elevada carga tributária e encargos trabalhistas, frente à entrada indiscriminada de produtos vindos de fora, que não geram empregos no Brasil e não sofrem o mesmo nível taxação que os produtos nacionais.
Para a associação a decisão tomada pelo governo federal, que tipificam como ” toque de caixa e com clara motivação eleitoral”, irá impactar forte e negativamente o nosso varejo de moda, as pequenas e médias confecções e milhares de pequenos lojistas e feirantes.
Diz a nota que, diferente do que alguns alegam, a isenção de US$ 50 não representa uma compra irrelevante. Pela conversão cambial atual, esse valor se aproxima de R$ 250, quantia muito significativa quando comparada ao comportamento médio de consumo no varejo brasileiro. No Dia das Mães de 2026, por exemplo, levantamento da CNDL e do SPC Brasil apontou gasto médio de R$ 294 por consumidor, sendo que moda — vestuário, calçados e acessórios — apareceu como o principal segmento de intenção de compra, citado por 53% dos entrevistados.
Portanto, uma compra internacional de até US$ 50 não concorre apenas com produtos de baixo valor, mas sim diretamente com o ticket médio do varejo nacional.
A AER44 termina por afirmar que apesar da MP já estar em vigor, no prazo de 120 dias ela ainda será debatida e validada pelo Congresso Nacional e “esperamos que o parlamento brasileiro entenda, em sua grande maioria, nocividade da medida para milhares de micro, pequenos e médios empreendedores, boa parte deles presentes em nossa Região da 44, hoje considerada o maior empregador de Goiás” finaliza.
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