O governador Daniel Vilela anunciou, nesta quarta-feira (20/5), um pacote de valorização da carreira das forças de segurança com impacto de R$ 441 milhões já neste ano, chegando a R$ 771 milhões em 2027. Entre os principais benefícios estão o pagamento de auxílio alimentação no valor de R$ 1 mil para 100% do efetivo de policiamento do estado e forças de salvamento, um total de 24 mil servidores, representando aumento de 16,36% para aqueles que estão no início de carreira.
O valor da hora-aula para instrutores terá aumento de 50%, com teto mensal ampliado de R$ 700 para R$ 1.050. Já a indenização por localidade, paga a 4,1 mil servidores, salta de R$ 552 para R$ 828, enquanto os serviços extraordinários em escala de plantão terão reajustes de até 13,3%. Os investimentos somam-se ao reajuste da data-base sancionado em 4,26% para todos os servidores do Estado desde o último dia 1º de maio.
O conjunto de medidas visa a reestruturação salarial e benefícios de carreira, indenizações e horas extras, com melhorias definidas após ampla discussão com os representantes das carreiras. A iniciativa consolida e dá prosseguimento à política de valorização policial iniciada pelo ex-governador Ronaldo Caiado, reforçando o compromisso em manter Goiás como referência na área de segurança.
Entre os ganhos, a reestruturação da carreira para equiparação salarial no cargo de Policial Penal Especial também foi ponto de atenção. As mudanças representam aumento de 10% para agentes, escrivães e papiloscopistas da Polícia Civil, o que representa um acréscimo salarial de R$ 1,5 mil; e 15,95% para subtenentes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, o que compreende um aumento de R$ 2,3 mil no vencimento.
A valorização ocorre de forma abrangente, estruturando aprimoramento em diferentes eixos e mantendo a atenção ao equilíbrio fiscal e capacidade orçamentária. Um dos diferenciais é que os servidores da segurança pública passam a contar com uma linha de crédito habitacional específica nos programas do Estado. Outro avanço é a reestruturação da Classe Especial de Delegado de Polícia, com aumento de 20% na remuneração da classe final.
Já para os oficiais, haverá adicional de 20% nos subsídios, exigindo 30 anos de serviço total e 25 anos de carreira militar. A definição de regras de integralidade e paridade para os servidores da Polícia Penal e da Polícia Técnico-Científica também foi assegurada. A medida confere segurança jurídica e financeira para que os profissionais continuem recebendo o valor integral do seu último salário e tenham direito aos mesmos reajustes concedidos aos policiais que estão na ativa.
Para o fortalecimento da gestão, no sistema prisional, 76 unidades da Polícia Penal passam a ter o cargo de Diretor de Unidade com o pagamento extra de R$ 3,2 mil. A Polícia Científica também recebe novas diretorias para reforçar a estrutura de gestão. A equipe de fiscalização da Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor (Procon Goiás) também foi contemplada com a implementação do reajuste remuneratório. Serão implementados: licença classista para atuação em entidade sindical e alteração de cargos de Polícia Técnico-Científica para nível superior.
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