O curta-metragem goiano “Casca de Ferida” foi selecionado para a programação oficial da mostra temática “Subiu na Construção Como Se Fosse Máquina”, que integra a 49ª edição do Festival Guarnicê de Cinema, realizado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) entre os dias 20 e 26 de agosto, em formato híbrido. Considerado um dos mais tradicionais e importantes eventos do audiovisual brasileiro, a edição 2026 selecionou, ao todo, 103 filmes de 24 estados brasileiros.
Dirigido por Kellen Casara e escrito em parceria com Rodrigo Celestino Rocha, o curta é baseado no conto homônimo de autoria de Rodrigo, premiado em diferentes iniciativas literárias. A obra propõe uma reflexão sobre racismo estrutural, exclusão social e dignidade humana, temas que permanecem presentes e urgentes na sociedade brasileira. O projeto foi viabilizado por meio de recursos da lei federal Paulo Gustavo, operacionalizada pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás).
A seleção representa mais um reconhecimento para a trajetória do filme, que vem ampliando sua circulação em festivais e fortalecendo a presença do cinema produzido em Goiás no cenário audiovisual brasileiro. Além de integrar a programação de um dos festivais mais longevos do país, “Casca de Ferida” passa a compor uma mostra cuja proposta dialoga diretamente com os temas abordados pela obra.
Inspirada na música “Construção”, de Chico Buarque, a mostra “Subiu na Construção Como Se Fosse Máquina” reúne filmes que discutem questões relacionadas ao trabalho, à exclusão social, às desigualdades e à condição humana. Temáticas que estão no centro da narrativa de Casca de Ferida, que acompanha a história de Pedro, um trabalhador que tem sua vida transformada após ser agredido e expulso de um supermercado por conta de uma acusação injusta. A partir desse episódio, o personagem passa a enfrentar o preconceito e o julgamento social motivados pela cor de sua pele.
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