O governador Daniel Vilela (MDB) assinou, nesta quarta-feira (8/7), o protocolo de intenções para aquisição de uma estrutura onde será implantado o novo Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo). O ato representa uma expansão histórica na urgência, emergência e atendimentos de alta complexidade via Sistema Único de Saúde (SUS). Com a mudança de endereço, o Governo de Goiás espera ampliar o atendimento à população, saindo dos atuais 342 leitos para mais de 500. Além disso, o centro cirúrgico vai dobrar de tamanho, saindo de 10 para 20 salas. Haverá ainda um salto no número de UTIs, de 52 para 90. “Teremos o melhor hospital público do Brasil”, afirmou Daniel.
Orçado em R$ 500 milhões, o empreendimento pertence à Goiânia Medical Center. A aquisição pelo Governo de Goiás será realizada via contratação direta, por meio de inexigibilidade de licitação, com base no artigo 74 da Lei Federal nº 14.133/2021. Segundo o Estado, a modalidade foi adotada porque o imóvel possui perfil singular: foi projetado especificamente para funcionar como hospital, e não há disponível outro empreendimento com as mesmas características para atender ao interesse público.
“O orçamento da Saúde é sempre desafiante, mas a gente acredita que podemos otimizá-lo, reduzir despesas e viabilizar a aquisição”, observou Daniel Vilela. Outro desafio importante era a necessidade de manter o atendimento à população. “Nós estávamos diante de um desafio muito grande, ao longo desses últimos anos, de tentar reformar o Hugo, mas, ao mesmo tempo, manter o atendimento. As condições estruturais nos impedem de ter um avanço mais significativo nesse aspecto no prédio atual. Surgiu essa oportunidade, que vislumbrei como uma oportunidade muito interessante para o Estado e para a saúde pública do Governo de Goiás”, pontuou o governador. “Os goianos merecem”, acrescentou.
Fundado em 1991, o Hugo é referência em urgência, emergência, trauma, neurologia, neurocirurgia e cirurgias de alta complexidade. A meta com a mudança de endereço é reduzir gargalos assistenciais e preparar o SUS para as próximas décadas, consolidando um dos maiores complexos hospitalares públicos de alta complexidade da região Centro-Oeste do país. “Realmente, é um anúncio histórico para o Estado. O governador é sensível à questão da Saúde e, como apareceu essa oportunidade de aquisição desta edificação, tomou-se essa decisão. Assim, o Hugo poderá continuar fazendo, com louvor, o que ele já faz”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Rasível dos Santos.
Localização estratégica – A nova estrutura fica no Conjunto Fabiana, a cerca de seis quilômetros de distância do atual. Possui 53.147 m² de área construída, em um terreno de 37.813 m², e traz infraestrutura de alta complexidade. Também possui 14 mil m² de estacionamento coberto, com 607 vagas. A incorporação do local pelo Estado permitirá ampliar leitos críticos, reduzir filas de cirurgias e fortalecer a Rede Estadual de Urgência e Emergência. “No que depender do município, vai ser tudo rápido, licenciamento. Tudo que tiver para acelerar, nós vamos acelerar. Isso é prioridade para o governador e para nós também”, assegurou o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil).
A estrutura está em fase final de construção pela iniciativa privada e foi projetada para receber um hospital oncológico. No entanto, o grupo responsável pelo empreendimento desistiu da implantação da unidade. Diante desse cenário, o Governo de Goiás passou a avaliar a aquisição do imóvel por entender que ele reúne as características necessárias para abrigar um hospital de média e alta complexidade.
Gestão – A compra será feita com recursos do Tesouro Estadual. A gestão do novo Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) permanecerá sob responsabilidade da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, que já administra a unidade de saúde. A transferência das atividades para o novo prédio, entretanto, só ocorrerá após a conclusão integral da obra pelo proprietário, incluindo algumas adaptações exigidas pela Secretaria de Estado da Saúde e a obtenção de todas as licenças, alvarás e demais autorizações.
Só em 2025, o Hugo registrou mais de 118 mil atendimentos e 11.374 cirurgias, operando atualmente com 342 leitos ativos (incluindo 52 leitos de UTI adulto), centro cirúrgico com 10 salas e um quadro de 1.724 colaboradores. A mudança para a nova estrutura traz previsão de números ainda mais robustos.
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