A Vila Cultural Cora Coralina abre ao público, na quinta-feira (13/8), a exposição “Alopatia para Ancestralidade Inventada”, do artista plástico Ebert Calaça. A individual reúne mais de 80 telas, em sua maioria inéditas, produzidas ao longo de dois anos de pesquisa artística que atravessa temas como ancestralidade, identidade, memória e cura. A curadoria é assinada por Gregório Soares Rodrigues.
Reconhecido por sua trajetória nas artes urbanas e no grafite, o artista utiliza papelão e chapas de metal reciclados como suporte para pinturas que retratam personagens inspirados na espiritualidade e na reinvenção das memórias. Em suas obras, de cores intensas e técnicas mistas, surgem personagens enigmáticos e figuras simbólicas que evocam proteção, acolhimento e reconexão com aspectos afetivos e ancestrais.
Com atuação em Goiânia, Brasília, Recife e também em Barcelona, na Espanha, o artista construiu uma trajetória marcada pela aproximação entre arte urbana e produção de galeria. Sua pesquisa visual estabelece diálogos com diferentes campos do conhecimento, incluindo referências conceituais como o “estádio do espelho”, formulado pelo psicanalista Jacques Lacan, que aborda os processos de identificação e reconhecimento do indivíduo.
“Alopatia para Ancestralidade Inventada” fica em cartaz de 14 de agosto a 9 de setembro. A Vila Cultural Cora Coralina é uma unidade da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) que funciona todos os dias da semana das 9h às 16h (fecha às 17h, exceto em dias de abertura). A entrada é gratuita.
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