Há plantas que chegam para enfeitar a casa e acabam ficando por anos. Outras marcam o início de um hobby, acompanham mudanças de vida ou se tornam presentes que continuam crescendo junto com quem os recebe. É nessa relação, construída no cotidiano e regada com tempo e cuidado, que o Bazar Estação das Plantas chega à sua 30ª edição.

A feira, que nasceu no próprio Shopping Estação Goiânia, no Setor Central, celebra a marca nesta sexta-feira e sábado, 9 e 10 de outubro, em uma edição especial que também acompanha o Outubro Rosa. O evento reúne espécies para diferentes perfis de cultivadores, de quem está escolhendo a primeira planta a quem já transformou vasos, folhas e flores em parte da rotina.

Durante a exposição, realizada na praça de eventos, o público poderá encontrar suculentas, cactos, rosas do deserto e orquídeas, além de materiais para cultivo. Os preços começam em R$ 2,50, e a entrada é gratuita.

A edição comemorativa também terá flores em tons de rosa, como rosas do deserto, orquídeas e roseiras, criando uma conexão visual com a campanha e ampliando a ideia de que uma planta pode ser também uma maneira de demonstrar carinho e cuidado.

Para Emerson Simão, organizador da Estação das Plantas, a edição ganha um significado ainda mais especial ao se unir à campanha. “As plantas simbolizam a vida, o cultivo e a esperança. Nesta edição do Outubro Rosa, queremos reforçar a importância do autocuidado, da conscientização e do apoio mútuo entre as pessoas”, destaca.

Um hobby que floresce com o tempo – O cultivo de plantas pode ocupar um espaço que vai muito além da decoração. Regar, podar, preparar a terra, acompanhar uma nova folha ou esperar uma flor desabrochar são atividades que transformam o cuidado em um pequeno ritual cotidiano. Para algumas pessoas, esse processo funciona como hobby; para outras, pode representar um momento de pausa em meio à rotina.

Essa relação entre plantas e cuidado, porém, não é uma ideia recente. Em 1817, o médico, político e reformador social norte-americano Benjamin Rush, considerado um dos precursores da psiquiatria nos Estados Unidos, fundou uma instituição psiquiátrica que, entre seus programas, utilizava a jardinagem como uma das intervenções oferecidas aos pacientes.

Com o passar dos anos, a utilização de atividades relacionadas às plantas em contextos de cuidado ganhou estudos e definições próprias. É nesse campo que se insere a horticultura terapêutica, uma intervenção conduzida por profissionais que utilizam atividades baseadas em plantas e na natureza para trabalhar objetivos psicológicos, físicos, cognitivos, sociais, espirituais e vocacionais dos participantes.

Isso não significa que cuidar de uma planta substitua um tratamento de saúde. A horticultura terapêutica é uma intervenção estruturada e conduzida por profissionais, enquanto a jardinagem cotidiana pode funcionar como hobby e atividade de lazer.

Assim, para quem cultiva em casa, o gesto pode ser simples: colocar a mão na terra, acompanhar uma nova folha, descobrir por que determinada espécie precisa de mais ou menos água ou esperar a primeira flor aparecer. Conforme Emerson Simão, aos poucos, o cuidado deixa de ser apenas uma tarefa e passa a fazer parte da rotina.

“É justamente essa relação entre cuidar e ser cuidado que ajuda a explicar por que as plantas ganharam espaço não apenas nos jardins e apartamentos, mas também como presentes, hobbies e atividades relacionadas ao bem-estar!”, ressalta ele.