O Centro Cultural Octo Marques inaugura, na próxima quinta-feira (15/10), às 19h, três exposições individuais que apresentam diferentes pesquisas e linguagens da produção artística contemporânea: “Cada desenho é um santuário”, de Estêvão Parreiras; “Alumbramento”, de Hortência Eduarda; e “Desafinado”, de Rodrigo de Almeida Cruz.

As mostras têm entrada gratuita e reúnem desenhos, pinturas, xilogravuras, cerâmicas e estudos em aquarela, articulando temas como memória, ancestralidade, religiosidade, corpo, identidade e as possibilidades da criação artística.

Com curadoria de Bitu Cassundé, “Cada desenho é um santuário” ocupa a Galeria Frei Confaloni e reúne cerca de 100 desenhos de Estêvão Parreiras. A exposição parte do desenho como elemento central de uma pesquisa em que palavra e imagem se encontram para abordar memória, religiosidade, corpo, desejos e experiências que atravessam a trajetória do artista.

A individual foi construída a partir de encontros e de uma imersão do curador no ateliê de Estêvão, em Goiânia, onde foram revisitados arquivos, cadernos e diferentes momentos de sua produção. Elementos como corações, anjos, estrelas, coroas de espinhos, chamas e ex-votos aparecem como recorrências de uma linguagem marcada pelas experiências do artista com o sagrado desde a infância.

Já “Alumbramento”, primeira exposição de Hortência Eduarda, reúne 26 obras entre xilogravuras, cerâmicas e estudos em aquarela, com curadoria de Lorraine Mendes, da Pinacoteca de São Paulo. Natural de Irecê, na Bahia, e graduanda em Artes Visuais pela Universidade Federal de Goiás (UFG), a artista integra o coletivo Batalhão das Gravadeiras e é colaboradora no Sertão Negro, Escola de Saberes.

Em sua produção, Hortência articula experiências pessoais, memória e referências ancestrais, utilizando diferentes materiais e linguagens. A xilogravura ocupa lugar central em sua pesquisa, que investiga a cabeça e o corpo como territórios de memória, cuidado e continuidade.

Rodrigo de Almeida Cruz assina a terceira exposição, “Desafinado”, composta por um conjunto não linear de pinturas provenientes de diferentes séries desenvolvidas pelo artista ao longo dos últimos anos. Com curadoria de Divino Sobral, a mostra toma como referência o título da conhecida canção de Tom Jobim para pensar acidentes, desvios, desdobramentos e retornos presentes na trajetória da pintura.

A partir de um olhar deslocado e crítico sobre as genealogias e os dilemas históricos da pintura, Rodrigo investiga, por meio das cores e das camadas de tinta, as possibilidades de a pintura ainda mediar uma experiência autêntica do mundo. A exposição propõe, assim, uma reflexão sobre a própria linguagem pictórica e seus caminhos contemporâneos.

As exposições permanecem em cartaz até 29 de novembro. O Centro Cultural Octo Marques é uma unidade da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás) e funciona no Edifício Parthenon Center, na Rua 4, no Centro de Goiânia, com entrada pela Rua 7. O horário de funcionamento é das 08h às 16 (fecha às 17) de segunda a domingo.