A mochila nas costas, a sala de aula e o intervalo para o café podem estar no mesmo endereço de vitrines, restaurantes e serviços. Em uma transformação que ganha espaço nos centros urbanos, shoppings de Goiânia e São Paulo deixam de ser apenas destinos de compras e passam a incorporar novas funções, entre elas, a educação.
Na capital goiana, essa experiência acontece no Shopping Estação Goiânia, no Setor Central, onde o Centro Universitário Estácio de Goiás mantém, desde 2018, uma unidade de quase 8 mil metros quadrados. O campus faz parte da rotina do empreendimento e coloca diariamente estudantes, professores e funcionários em meio ao movimento de consumidores e trabalhadores.
Nesta terça-feira (18 de agosto), essa convivência ganha um clima diferente. A partir das 18h, o estacionamento do shopping se transforma em espaço de recepção aos novos universitários durante a calourada da instituição. A expectativa é reunir aproximadamente 400 alunos, além de familiares e integrantes da comunidade.
A festa terá DJ e mais de oito parceiros confirmados, com ativações envolvendo açaí, chocolate, pipoca, frutas, energéticos e outros produtos. Também haverá sorteios de brindes, entre eles fones de ouvido e garrafas Stanley. Entre os parceiros da calourada estão Ibis Styles Goiânia do Shopping Estação, Giraffas, Natura Avon, Space Jump, CIEE, Costa Atacadão e LinQ Telecom.
Novos cursos – Mais do que marcar o início de um novo semestre, a calourada acontece em meio a uma fase de expansão da unidade. A Estácio já tem turma fechada de Terapia Ocupacional no período noturno e prevê, para 2027, a abertura de Agronomia e Fonoaudiologia. “Com a chegada de cursos, reafirmamos nosso papel de expandir o acesso ao ensino de excelência. Ter essa estrutura moderna no shopping nos permite conectar a formação profissional à dinâmica do dia a dia”, revela Ailana Mourão, reitora da unidade.
Quando estudar também entra na rotina – Para quem estuda ali, o shopping deixa de ser apenas um endereço de compras. O café entre as aulas, o almoço, o encontro com colegas e momentos de lazer passam a dividir espaço com a rotina acadêmica.
O modelo também aparece em outros empreendimentos. Em São Paulo, a Belas Artes mantém um campus dentro do Shopping Cidade Jardim, onde oferece cursos de graduação e pós-graduação, além de formações livres.
A presença de atividades diferentes acompanha a própria transformação do setor. Segundo o Censo Brasileiro de Shopping Centers 2025/2026, da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), o Brasil encerrou 2025 com 658 shopping centers em operação, que receberam cerca de 471 milhões de visitantes por mês.
Nesse cenário, os casos de Goiânia e São Paulo mostram como a educação passou a ocupar espaços tradicionalmente associados ao comércio, compartilhando o mesmo endereço com serviços, alimentação e outras atividades do cotidiano.
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