A Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO) alerta a população para os principais cuidados durante a temporada do Rio Araguaia, período de grande fluxo turístico e aumento dos riscos à saúde. A temporada do Araguaia tem início no final do mês de junho, com pico no mês de julho e se estende até agosto.

Entre as orientações, estão a importância de manter a hidratação adequada, a vacinação em dia e adotar medidas simples de proteção, como o uso de protetor solar, repelentes e roupas adequadas, especialmente em áreas de mata e exposição prolongada ao sol.

O alerta vale para a população e aos trabalhadores dos municípios ribeirinhos que atuam no atendimento aos turistas.

Temporada do Araguaia – As Doenças Diarreicas Agudas (DDA) estão entre os agravos mais comuns nesse período, em razão do consumo de água ou alimentos contaminados e falhas na higienização. Como medida de prevenção, a secretaria orienta o consumo de água tratada e alimentos bem cozidos, além da higienização frequente das mãos.

Em caso de sinais ou sintomas como diarreia, vômitos e febre, é fundamental aumentar a ingestão de líquidos e procurar atendimento de saúde se houver sinais de agravamento.

Os turistas também devem evitar contato e/ou manipulação de animais silvestres devido ao risco de exposição ao vírus da raiva, que é uma doença grave com letalidade próxima de 100% após o início dos sintomas.

A transmissão ocorre por mordeduras, arranhaduras ou lambeduras de animais infectados. Em caso de agressão, lavar imediatamente o local com água e sabão e buscar uma unidade de saúde com urgência. No geral, a população deve manter cães e gatos vacinados.

Outra preocupação é a Febre Amarela, transmitida por mosquitos silvestres em áreas de mata. A principal forma de prevenção é a vacinação, que deve ser realizada pelo menos 10 dias antes da exposição. Além disso, é imprescindível o uso de repelentes e roupas de manga longa.

A SES/GO reforça ainda que macacos não transmitem a doença e são importantes indicadores da circulação do vírus, funcionando como sentinelas. Ao encontrar um animal doente ou morto, é necessário avisar a secretaria de saúde do município imediatamente.

A febre do Oropouche, arbovirose transmitida por insetos conhecidos como maruins, também pode ocorrer em regiões com características ambientais favoráveis. Os sintomas incluem febre, dor de cabeça e dores no corpo. Para se proteger, a recomendação é utilizar repelentes, instalar barreiras físicas como telas e mosquiteiros e manter os quintais e lotes limpos.

Outras arboviroses como Dengue, Zika e Chikungunya, que são transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, também exigem atenção. Nesse caso, a população deve focar no uso de repelentes, na eliminação dos focos do mosquito, como recipientes com água parada e na vacinação contra a Dengue, que está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

O tétano acidental também preocupa neste período de férias, por isso é preciso ter cuidado redobrado para evitar ferimentos durante as pescarias, nas praias e fazendas. Além das doses de rotina e reforço aplicadas na infância, a recomendação é para que os adultos fiquem atentos ao reforço da vacina, que deve ocorrer de 10 em 10 anos.

Em caso de ferimentos graves é importante antecipar a dose de reforço caso a última dose tenha sido há mais de 5 anos. A vacina não tem contraindicação e está disponível em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

Nos municípios turísticos, podem acontecer pequenas e grandes aglomerações em shows, nos estabelecimentos comerciais, acampamentos e barracas, facilitando a circulação de vários tipos de vírus como da covid-19 e da gripe.

Em função disso, é importante que o maior número de pessoas esteja com a vacinação em dia antes de viajar, especialmente contra Febre Amarela, Influenza, Covid-19 e tétano. A imunização é a forma mais eficaz de prevenção contra doenças e contribui para a segurança individual e coletiva durante a temporada de férias.