Goiás alcançou uma redução histórica de 43% na taxa de homicídios entre 2019 e 2024, indica o Atlas da Violência 2026 divulgado na terça-feira (26/5). Elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o levantamento mostra que o recuo do indicador em território goiano foi cinco vezes superior à média nacional, que teve queda de apenas 8,6% no mesmo período.

O relatório técnico destaca que, ao lado do Distrito Federal e de Santa Catarina, Goiás obteve reduções anuais consecutivas e ininterruptas na taxa de letalidade entre os anos de 2019 e 2024. O dado demonstra a sustentabilidade das ações operacionais, sem as oscilações estatísticas comuns observadas nos demais estados.

“Essa queda contínua de homicídios é fruto de um trabalho incansável de integração das forças de segurança, além de investimento em pessoal, inteligência e infraestrutura”, declarou o governador Daniel Vilela.

Os dados oficiais consolidados pelo Atlas da Violência 2026 revelam que a Região Centro-Oeste vive duas realidades distintas na segurança pública. Entre as quatro Unidades da Federação que compõem o Centro-Oeste, apenas duas conseguiram diminuir a criminalidade violenta.

Enquanto o Distrito Federal recuou 38% (de 16,6 para 10,3) na taxa de homicídios registrados por 100 mil habitantes, Goiás atingiu 43% (caindo de 32,3 para 18,4) nos últimos cinco anos. Dessa forma, Goiás desponta na região Centro-Oeste como a principal força na contenção do crime e na preservação de vidas.

Na outra ponta, estados vizinhos enfrentaram forte agravamento da violência letal. Mato Grosso teve aumento de 14,1% (salto de 25,5 para 29,1), enquanto Mato Grosso do Sul registrou alta de 1,1% na taxa de homicídios (oscilação de 18,1 para 18,3).

Para o secretário de Estado da Segurança Pública, Renato Brum dos Santos, os dados consolidam a maturidade das diretrizes adotadas no território goiano. “A redução chancelada de forma independente pelo Atlas da Violência 2026 é o reflexo direto de um exitoso modelo de gestão”, disse.